quinta-feira, 13 de maio de 2010

Por você

Por você, eu andava nas águas do mar
Por você, eu voava no meio das árvores
Por você, eu aprendia medicina
Por você, eu acreditava na minha fé

Por você, eu faria qualquer coisa
Qualquer coisa, só faria por você

Por você, eu ficaria bem
Por você, eu voltaria a sorrir
E porque eu faria qualquer coisa por você,
Por você, eu vou ser feliz

terça-feira, 16 de março de 2010

Imploro

A quem estiver me ouvindo,
estando perto ou distante,
sendo real ou divino,
imploro que seja agora.

Se é deus, santo, ou vó que cuida
Se não é nada além de algo dentro de mim,
se eu acredito ou não creio,
imploro que seja agora.

Não tenho mais uma semana,
Não tenho mais um dia,
Não tenho mais um minuto sequer,
Portanto, se alguém me escuta,
imploro que seja agora.

Não precisa ser bom,
Não precisa ser tudo,
Não precisa ser sempre,
Só imploro que seja agora.

Jamais implorei nada,
a mim já é difícil pedir,
mas pela primeira vez já não choro
e pela primeira vez eu imploro.

E só imploro que seja agora.
Carolina Campos

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Diacho!

Diacho era uma palavra muitas vezes dita pela minha vó. Nas situações mais difíceis. Aquelas que você não tem pra onde correr.

Enquanto você não vem, eu rio
Enquanto você não vem, eu parto
Enquanto você não vem, me perco
Enquanto você não vem, me acho

Enquanto você não vem, eu bebo
Enquanto você não vem, relaxo
Enquanto você não vem, me esqueço
Enquanto você não vem, me trato

Enquanto você não vem, eu choro
Enquanto você não vem, eu fico
Enquanto você não vem, me engano
Enquanto você não vem, me irrito

Enquanto você não vem, eu finjo
Enquanto você não vem, disfarço
Enquanto você não vem, me espero
Enquanto você não vem, me basto

Enquanto você não vem, não tem
Enquanto você não vem, não vou
Enquanto você não vem, ninguém
Enquanto você não vem. Diacho!

Carolina Campos

domingo, 13 de dezembro de 2009

A cúpula - capítulo 3 - o amor

(ver capítulos anteriores)

Souza:
Então busquemos. Mas e o amor, acaba? Se é finito é algo limitado. Se é limitado não pode ser complexo. Se não é complexo, porque não sabemos o que ele é e definimos como tal.

Cassius:
Este é um ponto. Quem disse que o amor acaba? Nunca falamos disso, ou dessa forma. Acho que o amor muda sua intensidade. Muda sua forma. Mutante de amor que não finda, pois estamos destinados a amar. Assim como respirar, comer, dormir, sonhar. Só percebemos esse destino porque somos seres conscientes de nossas vidas e atos.

Wagner:
Se amor é consciente e feito de partes. Então o amor pode ser um ato deliberado. Escolhemos as partes e fazemos o amor. Mas escolhemos o amado, objeto do nosso amor?

Sião:
Creio que a minha idade possa responder a sua pergunta. Amei de várias formas e intensidade. Mas não me lembro de escolher quem se ama. Apenas senti e percebi o amor. Mas não livre arbitrei sobre ele.

Wagner:
Então o amor é consciente quando se instala. Mas não temos consciência para escolher quem se ama. É um ato involuntário, não controlamos seu impulso, seu início e nem seu fim.

Cassius:
Amor tem fim? Já disse. Não acredito no fim do amor. Acredito na mudança do amor. Uma mulher dedica sua vida para o seu marido. Um amor maior. Ele a trai. Ela o ama. Esse amor acaba? Ou muda para outro sentir. Dá lugar ao ódio e vingança. O sentimento original se transforma, numa linha contínua, da mesma intensidade e no sentido contrário. Pois se ela amasse menos, menos sentiria seu ódio pulsar pelas mesmas veias.

Valquíria:
Se sinto o amor e ele se transforma. Então ele não pode ser feito de algo imutável. Tem que ser feito de algo que se adapta, muda também. De dentro pra fora, interagindo com o meio. E se seguir o nosso raciocínio, faz isso de maneira consciente porém sem nenhum comando nosso. Somos expectadores do amor.

Sião:
Se ter consciência é preservar a razão. Sim, pois não há ser consciente sem uma razão pra seguir. Por que quando amamos sentimos oprimir a razão. Sentimos que agimos automaticamente perante o amado. Sem pensar e nem deliberar as questões. Será que ao oprimir nossa consciência nos perdemos no sentir? Se for, o amor não pode ser consciente. O que nos faz perder então essa consciência da razão?

Cassius:
Amamos. Isso é fato. Ele tira nossa consciência. Isso se fez fato. Mas você mesmo disse, amou de diversas formas e intensidade. Se pode perceber que ama, então tem consciência dele. Amar é consciente, é mutável, é involuntário, é feito de partes refletidas no objeto amado. Então amor é viver no outro. Consciente da condição, mas sujeito a perder a razão.

Pensei

A vida que pensei, nunca existiu.
Pois era um mundo perfeito.
Ausente de vida, repleta de mundos.
Egoísta no existir, existia só pra mim.
Bondosa no sentir, fazia mais de mim.

A vida que pensei foi dividida.
Entre a parte que sonhei e a parte que chorei.
Entre o mundo que perdi e o mundo que ganhei.
Entre o cheiro da lembrança e o gosto da esperança.

Uma beldade. Uma maldade. Uma vida sem idade.
Que não morre com o tempo. Morre só no pensamento.
Pois a vida, aquela de verdade, não tem tempo pra pensar.
Nem por mim, nem por ninguém.
Vive. Por todos.
E no fim, amém.

Suppion

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A cúpula - capítulo 2 - o amor.

(para entender melhor, leia os capítulos anteriores)

Vinte minutos depois estavam todos de volta para o centro da questão, o centro da cúpula.

Ancião;
Retomemos de onde paramos. Descartamos tentar entender os tipos de amor, se é que eles existem, aceitamos que o primeiro amor é aquele consciente, não importa a idade que se sentiu. Foi isso?

Tadeu, o formador que estava mais atento que os outros:
- Foi exatamente isso que registrei.

Sião:
Pois ainda não estou convencido que o amor, pelo menos o primeiro, é quando temos consciência dele. Pois podemos ter consciência de muitas coisas, mas e se não temos consciência do que é amar porque não sabemos o que é amor? Afinal, nós, se vocês se lembram, estamos aqui justamente para isso. Será que uma criança sabe que aquele sentimento por seu pai ou mãe representa um amor? Ela tem consciência que ela existe, mas pode não ter que é um ser amante, que ama.

Cassius:
Ora, estamos falando de amor consciente, porque quem sente tem consciência, logo, o amor da primeira infância, aquele de um filho com seus cuidadores, pode ser o primeiro, pode ser o início de tudo, da aprendizagem de amar e do próprio amor. Mesmo que o ser que ama não saiba descrever ou nominar o que sente, o importante é que sente. Pois amor vive do que? De palavras concretas e verbalizadas? Não, amor vive de sentimento.

Souza, contraponto mais jovem:
Então amor é simples. Amor é sentir um querer bem do objeto amado.

Cassius:
Respeito seu pensamento, mas acredito que a nossa busca é mais profunda do que o raso conceito que você cavou. Claro que a sua inquietude, por sua idade é válida, pois está buscando a verdade, mas vejo pontos contraditórios em sua elaboração. Por exemplo, eu quero bem o meu vizinho, mas eu não amo o meu vizinho. Assim, acredito que querer bem pode estar presente no amor, mas não é o amor, pois nem todo querer bem é amor. E se querer bem for amor, um teria que representar o outro em qualquer situação.

Ancião:
Mas então, o que faz parte do amor, mas não é amor? Pois se chegarmos a essas conclusões, podemos excluir diversas possibiidades.

Sião:
Estar presente faz parte do amor. Fazer o bem faz parte do amor. Entender faz parte do amor. Ser solidário faz parte do amor. A verdade faz parte do amor. A alegria pela conquista do amado faz parte do amor. Dividir faz parte do amor. Alguém lembra algo mais?

Valquíria:
Doar faz parte do amor. Morrer pelo amado faz parte do amor. Pensar no amado faz parte do amor. Superar faz parte do amor. Paciência faz parte do amor. Cuidar faz parte do amor. Construir faz parte do amor. Sinceridade faz parte do amor. Sonhar faz parte do amor. Sorrir faz parte do amor.

Wagner:
Conquistar faz parte do amor. Crescer faz parte do amor. Apoiar faz parte do amor. Educar faz parte do amor. Corrigir faz parte do amor. Dialogar faz parte do amor. Perseverar faz parte do amor. Imaginar faz parte do amor. Idealizar faz parte do amor. Confiar faz parte do amor. Aceitar faz parte do amor. Melhorar faz parte do amor.


Ancião:
Alguém mais? Concordamos que nada disso pode ser o amor, seria apenas uma parte de um todo muito maior. Mas para evocar essas partes, o que temos? O que tem no amor que faz com que tudo isso aconteça?

Suppion

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A cúpula - Capítulo 1 - O amor.

Estavam todos reunidos. Um falatório sem parar. No centro o ancião, na primeira fila os opinadores, na segunda os contrapontos, na terceira os formadores e da quarta em diante os ouvintes. Esses, não podiam falar, em nenhum momento estavam autorizados a participar. Era assim desde o princípio. Eram ouvintes e seu papel era ouvir, assimilar e espalhar. Levar para fora o que se decidia dentro.

O ancião segurava em uma das mãos o papiro da questão. Hoje o debate iria ser intenso. Na verdade era o dia que a cúpula estava mais cheia. Era interessante. Era essencial. Era o que todos esperavam para tocar suas vidas. Sempre uma breve apresentação se fazia necessário. O ancião mediava e opinava com sua clareza de pensamento todas as partes da questão. Nele estava toda a sabedoria. De um mundo particular, que vivia entre diversos mundos, que não era o centro, nem importante, nem essencial. Apenas mais um mundo num universo inteiro.

O ancião pede silêncio. Pede atenção. Levanta com toda a sua elegância, coloca o papel na mesa e se dirige a pequena multidão presente na cúpula:

- Caros, nossas vidas estão atormentadas. Atormentadas por um decidir que não se conclui. Espero aqui oferecer todos os detalhes para que vocês possam chegar a uma conclusão. Para que o nosso pacto decisório elabore um pensamento comum, torne convenção o que um dia foi discussão, debate. Não podemos mais viver, ou melhor, ter uma vida parada por tal fato. Vamos decidir agora e que seja espalhado por todo o nosso mundo o que aqui for decidido. E que essa decisão seja irrevogável, seja o que é. E acabamos de uma vez por todas com esse pesar. Vamos deliberar por uma vida, mas saiamos daqui com uma definição clara da dúvida que se abateu: o que é o amor? E que assim, essa tormenta se acalme em nosso mundo. Se faça paz novamente.

- Creio que para definir o amor, precisamos decidir se o amor é um ou muitos. Pois se for um, definimos como tal. Se for muitos, definimos cada um com suas qualidades. Em minha vida, senti o amor. E senti de jeitos e formas diferentes. Assim, minha intuição diz que são muitos, pois se senti diferenças entre eles, eles não podem ser iguais. Não em sua totalidade. Sugiro então catalogar o amor. Descobrir quais são esses amores e quando eles despertam. Existem quantos amores presentes em nosso mundo? Opinadores solicito a participação.

Seião, o mais velho dos opinadores levanta e diz:
- Vamos falar de nosso primeiro amor. O amor dos nossos pais. Não sabemos nada sobre ele. Só sentimos. Pra mim esse é o primeiro.

Valentina, mulher de seião, diz:
- Mas é o amor de um pai ou uma mãe com seu filho ou o amor de um filho com seu pai ou sua mãe? Esse amor é de mão dupla, creio que como todos os outros. Qual existe primeiro? Pois se um filho existe sem ter consciência na barriga de sua mãe, pra mim vale o amor consciente, da mãe que sente e percebe o filho. Por isso acredito, o primeiro amor é o amor de mãe. Desculpe, nas nem o pai pode sentir esse primeiro amor. Só nós, mulheres. Assim, o primeiro amor sugiro ser concluído como amor de mãe. O início de tudo. O amor da vida.

Sião:
- Pois bem, se queres invocar sua condição materna na cúpula que o faça. Mas quem garante que, ao anunciar um filho ao seu pai, não desperta o amor? Um pai não pode carregar o amor de seu filho, sem carregar o filho? Porque não o primeiro amor é o amor dos pais, ambos em sua felicidade.

Valentina:
- Pois claro que pode. Mas se estamos falando do primeiro amor, estamos falando de um primeiro despertar. E amor só desperta sentindo. E o primeiro é aquele de quem o sente primeiro. Logo, amor de mãe é o primeiro. Ou você acredita saber antes de uma mulher que seu ventre está repleto de vida? Só sente quem tem o que sentir. O amor da vida é o primeiro, e só pode ser sentido por uma mãe.

Ancião:
- Mas se existe um filho, existe um amor de seus criadores. Ele é anterior ao amor de uma mãe. Assim como uma mãe também foi filha e amou antes ainda de que seu marido, seus pais, irmãos, família... qual amor é o primeiro, pensemos.

Sião:
- Creio que aqui há um dilema inicial, solicito que os contrapontos se manifestem.

Cassius, contraponto mais velho diz:
- Acho que a relevância dessa discussão é definirmos o amor. Qual vem primeiro é apenas uma forma de classificar tipos de amor, como foi colocado, para não deixar nenhum de fora, porque assim começamos. E se começamos deliberadamente tentar entender o amor, tomemos isso como exemplo para nossas conclusões. Um ser só pode amar quando tem consciência do amor. Assim como estamos conscientes agora. Então se estamos falando de amar consciente, e se a consciência nos é apresentada na infância, acredito que o primeiro amor é o amor de uma criança por quem a cuida, não necessariamente seus pais. Pois se essa criança não tem mais seus pais? Se eles morreram e a criação foi dada aos avós, ou tios, ou parentes. Essa criança não iria sentir o primeiro amor? Estaria privada de amar? Ora, claro que iria amar. Amor não escolhe, apenas sente, existe e passa de um para o outro.

Ancião:
- Pois essa foi uma questão bem levantada. Se existe outra opinião, contrária ou complementar que se manifeste. Pois precisamos avançar. O tempo pede.

Wagner, contraponto eleito pelos ouvintes:
- Não quero discordar. Quero clarear. Se o amor só pode ser amor quando se tem consciência sobre ele. Creio que o primeiro amor não é de pai, de mãe, de filho ou de qualquer outro ser. O primeiro amor é o amor consciente. Seja lá quando ele desperta.

Ancião:
Pois voltemos ao zero. Se seguir seu pensamento, não temos mais tipos de amor. Temos um apenas, o amor consciente. Pois me parece que todos afirmaram que só ama quando se tem consciência. E a consciência do amor. Será que o amor é único então?

Valquiria:
Posso refletir mais, por hora, creio que não sinto o mesmo amor por meu filho, do que por meu marido, do que por meus pais, do que por meus tios. Acho sim, que o amor tem tipos. Tem diferenças. E o primeiro amor é o de mãe.

Wagner:
Insistes num ponto que já adiantamos. Mas vamos refletir sobre ele para esgotar as possibilidades. E não apenas para convencer, mas para entender. Será que não estamos confundindo o objeto do amor, com o próprio amor? Pois estamos dando posse para o amor. Amor de mãe, amor de pai, amor de filho. Ora, será que o amor é um, e se manifesta diferente porque os objetos amados são diferentes? Pois se for assim, podemos acreditar que existem diferentes amados, mas só um amor. Que muda o sentir, depende de quem se ama. Como a água que se encontra o calor, evapora. Se encontra o frio vira gelo, se a temperatura é amena é líquida, talvez até evoluindo no pensar, se encontra o barro é lama, se encontra o mar é salgada. Mas é sempre água. Se apresenta de diversas maneiras, mas olhamos e extraímos água.

Cassius:
- Pois bem, concordo. Me fez concluir que o amor é único. E o único amor que podemos sentir é o amor consciente refletido no objeto amado. Pois esquecemos de classificar as reações do amor com seus amados, vamos falar o que é que tem essa reação comum em todas as formas. Acho que aí podemos definir o amor em sua essência e não em suas qualidades. Vamos ver de que água é feito o amor.

Ancião:
Sugiro uma pausa para realocar o pensamento. Reagrupar o que dividimos. E entender melhor para onde vamos.

Suppion

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tem gente

Quando ela bateu à porta, ele respondeu "Tem gente". Mesmo assim, entrou. Olhou-o nos olhos, agarrou-o pelos colarinhos e despiu-lhe a carne humana, transformando-o num animal selvagem, bruto, musculado, carnívoro. Depois, domou-o, tornou-o frágil, doce, submisso. Não satisfeita, colocou-lhe uma trela... curta. E ele ficou preso a ela, babando de língua de fora, esvanecendo-se aos poucos até perder as garras e as mandíbulas.
Até deixar de ser animal.
Até deixar de ser gente, sem gente que lhe bata à porta.

domingo, 18 de outubro de 2009

Pergunta e resposta

A dúvida é amiga da solidão.
Não há um só ser que, quando não tem ninguém pra responder, se faz todas as perguntas.
Só, você tem a pergunta. Só, você tem a resposta.
Mas só você não vê, nem um e nem outro.
Calado no seu mundo, procurando o que está a sua frente.
No tempo e nos olhos. Num piscar ambos aparecem.

Suppion

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

YES WE CAN


Conselhos no carro

Ontem a noite, voltei pra casa com o Chico...Buarque:

Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar

E quem sabe, então
O Rio será
Alguma cidade submersa
Os escafandristas virão
Explorar sua casa
Seu quarto, suas coisas
Sua alma, desvãos

Sábios em vão
Tentarão decifrar
O eco de antigas palavras
Fragmentos de cartas, poemas
Mentiras, retratos
Vestígios de estranha civilização

Não se afobe, não
Que nada é pra já
Amores serão sempre amáveis
Futuros amantes, quiçá
Se amarão sem saber
Com o amor que eu um dia
Deixei pra você

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Escolha difícil.

Na boca eu confio, sinto o quente, sinto o frio.
Já o olho eu desconfio, pois quer ver o quente, quer ver o frio.
E como pode alguém viver, vendo no ver o que é feito pra sentir?

Suppion

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Escolha difícil

Quem é mais confiável: a boca ou o olho?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Ainda as estrelas

As estrelas andam me perseguindo, aqui vem mais - do Mário Quintana:

Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!

Professor de verdade não ensina, inspira...

Entre as mil coisas que eu quero fazer, uma é tocar numa banda.
Sonho adiado a bastante tempo, quase realizado no começo do ano como tecladista - mas o destino quis deixar isso passar de novo.
Aí o destino reaparece com meu cunhado. Um músico de verdade. Talentoso.
Numa conversa num barzinho disse pra ele que queria tocar guitarra e ser vocalista. Ao contrário de todos, que riem da minha cara quando falo isso, ele pediu pra eu cantar. E disse que eu levava jeito.
Na mesma hora se ofereceu para dar umas aulas de violão. Eu aceitei toda feliz. Marcamos pro dia seguinte.
Achei que ele ia chegar com partituras, desenhos das cordas e me ensinar cada acorde. Fazer treinos de como usar a mão direita. Ir passo a passo. Primeiro você faz assim. Agora podemos passar para a próxima lição.
Qual não foi minha surpresa quando ele chega em casa. Com 2 violões. Uma palheta só pra mim. E apenas uma pergunta: "Que música você quer tocar?".
"Como assim?", pensei. Não é ele que vai me falar? Que vai indicar o que é mais adequado?
Não.
Escolhi. E ele tocou pra mim. Virou com um "teve sorte. Essa é a mais fácil deles".
Como toca? Como você quiser.
Tem que anotar? Não precisa.
E agora não tô seguindo partitura nenhuma. Tô seguindo só o que eu acho que tem que ser. Inventando coisas que nem sei se existem.
Os vizinhos devem estar adorando - porque fiquei até as 2:40h improvisando.
O que vai sair, ainda não sei. Sei que tá me fazendo um bem incrível!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

And it's the stars
The stars that shine for you
And it's the stars
The stars that lie to you

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Basta olhar

"Falamos muito hoje em dia sobre o desperdício de recursos naturais preciosos, como o petróleo e a água. Mas falamos pouco sobre o desperdício do recurso mais precioso, que é o ser humano"
Alain de Botton

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O conflito é astrológico

Ultimamete está cada vez mais difícil administrar os conflitos aqui dentro. Um lado diz vai, um diz fica. Um lado é responsável, quer tudo certinho; o outro quer ir pra Austrália morar na van. Anda difícil, mas ainda assim divertido.
Agora entendi que a causa de tudo isso não sou eu. São os astros.
Olha a confusão que estou metida:

- Signo Capricórnio: TERRA. Testemunha do passado e construtor do presente. O Capricórnio simboliza a disciplina a serviço do projeto que sirva o bem coletivo, devotado às relações humanas. Signo de obrigações, deveres, costuma esconder o lado sensual e arcaico. Capricórnio resiste às frustrações, se submete às condições inóspitas para realizar um plano ambicioso de longo prazo e deseja ter o reconhecimento social de seus méritos. Seu jeito leal e determinado, seu temperamento confiável, sério e responsável, mostra segurança no que faz. Observador, Capricórnio despreza a bajulação e o servilismo e não cede ao seu orgulho ferido. Signo dos que governam, dos que projetam a administração pública, donos de um sangue-frio próprio dos estrategistas políticos, o Capricórnio está sempre no alto de uma montanha altíssima, de onde olha o mundo e sua feira de vaidades, que no fundo despreza. Em qualquer campo, Capricórnio tende a se destacar por seu nível de excelência em sua área, mesmo pagando o preço da diminuição do lazer.

- Ascendente em Aquário: AR. Antena do futuro que irradia a mudança. Seu raciocínio agudo e penetrante faz com que se torne presença indispensável onde a vida precisa acontecer com ousadia. Aquário capta tudo com extrema rapidez, antevendo o que ainda não foi criado. Impessoal, preserva sua liberdade a todo custo, fugindo de compromissos estreitos demais ou que ele sinta invadir sua privacidade. Aberto às inovações, nem sempre Aquário é fácil de mudar de ponto-de-vista. Errático, imprevisível. Informal, trata todo mundo da mesma maneira e assim pretende ser tratado.

- Saturno da Casa 7 (que não sei o que é, mas sei que é terrível)

- Horóscopo Chinês, Dragão: insatisfação permanente com tudo e com todos, natureza violenta e temperamental, capaz de atos impensados e temerários. Quem é de Dragão tem uma constante comichão na sola dos pés e não consegue ficar parado ou conviver com a rotina. O passado não exerce nenhum fascínio sobre eles, pois estão constantemente com os olhos presos no futuro. A inquietação de descobrir o que há mais além, amparada numa coragem e num temperamento aventureiro e forte, fazem deles desbravadores e pioneiros, jamais se intimidando com obstáculos ou empecilhos. Para o Dragão não existe a palavra impossível. Anima-o a esperança do objetivo vencido e a crença inabalável em sua própria capacidade, o que o torna um vencedor em todos os setores da vida.

Surpresas

As grandes alegrias vem daquilo que não esperamos. Na realidade, daquilo que nem sequer imaginamos.
A expectativa é uma grande "frustradora" da vida. Ela aparece e faz tudo parecer menor e sem graça.
Já quando a gente é pega assim de surpresa, dançando um tango sem nunca ter esperado por isso na vida, é mágico.
Carolina Campos

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Quiéreme Mucho

"Cuando se quiere de veras

Como te quiero yo a ti

Es imposible mi cielo

Tan separados vivir"

http://www.youtube.com/watch?v=e6V6icdrBeA&feature=related